"A verdade é como o Sol. Ela permite-nos ver tudo, mas não deixa que a olhemos.", Victor Hugo.
Em
Mas o sindicalista rendeu-se a luxúria. Começou seu legado sem demais obras, o fez como qualquer outro governante esqueceu sua raiz humilde. Tornou-se um miserável, mas dessa vez na alma, na honestidade e na simploriedade.
Como qualquer descrição humana realizada, o pobre que vira rico, esquece as origens e a ideologia. Esquecera principalmente os sonhos de seus iguais, de seus seguidores, novamente abandonados a sua própria sorte.
Um simples operário teve o poder de destruir ferozmente todas as esperanças de quem acreditava em um país melhor. Não contente, esqueceu-se de ser honesto, e mostrar sua face, de dizer quem é. Não teve a coragem de enfrentar seu povo, fugiu... Manteve-se preso em um grande palácio, e espera ali continuar por mais quatro anos.
Em seu discurso, não mais de oposição e sim e ditador, vangloria-se de todas as melhoras realizadas, sua bandeira é erguida com uma compra indecente da alimentação, do básico, e da mínima condição de vida. "Dar o bolsa família só faz com que a população continue na sua miséria com medo de perder o auxilio", dissertou um candidato que luta por uma reforma na educação.
Talvez o poder corrompa a todos, não deve ser fácil governar um país. Mas jamais se deve perder a coragem, fingir nada saber é a pior de todas as hipocrisias. Quantos sonhadores escondem suas bandeiras, enroladas, guardadas, esperando que o mofo as consuma. Antes eram erguidas, mostradas como escudo, expostas como um sonho.
Quantos desesperados andam nas ruas, cabisbaixos, sem nada a dizer, nada a gritar.
Uma nação perdeu sua ideologia, um operário tornou-se opressor. Um miserável mostrou que nada mais pode ser se não um miserável eternamente.
Não resisti à tentação de explanar a minha revolta a esse período, a minha indignação com aqueles que mesmo vendo tanta falta de respeito, revoltos ainda por um compromisso, comparecerão as urnas, e elegerão mais uma vez um despreparado. Peço, corajosamente, que essa decisão seja pensada, refletida. Ontem ele não compareceu ao debate, no futuro não cumprirá com as suas promessas, e o povo novamente abandonará.
4 Comments:
At sexta-feira, setembro 29, 2006 9:16:00 PM,
Intimidades Públicas "Will" said…
lindo!!! lindo!!!
não poderia esperar nada diferente.
Perfeito.
Saudades tuas...
At sábado, setembro 30, 2006 2:00:00 AM,
Jesus Pereira said…
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
At sábado, setembro 30, 2006 2:02:00 AM,
Jesus Pereira said…
É, minha cara. Um povo deseducado, pobre e pobre de espírito, acha normal o roubo, a safadeza, a ladroagem. E não coloca a educação entre as suas prioridades... Quem poderia estabelecer esta prioridade? Só um verdadeiro líder, que olhe para o futuro, quando outros só enxergam as necessidades imediatas (muitas das quais - é verdade - também exigem, não só elas, intervenção imediata) ...
Mas, como chegamos a um ponto quase inimaginável da mediocridade nacional, aos verdadeiros líderes foi subtraída qualquer possibilidade de liderar... Então...
At segunda-feira, outubro 02, 2006 9:29:00 AM,
Léli said…
Oi Thaise,
pode se intrometer o quanto quiser lá no imprensa, gosto quando o que escrevo é compartilhado com outras pessoas.
Aparece sempre.
Abraço
Postar um comentário
<< Home